Elaine Castelo Branco

“Inspirar, servir e transformar — meu caminho, minha missão.”

Textos

O dia em que meu carro ficou preso no estacionamento da igreja e a Samanta me salvou

Eu sempre faço meu cabelo em um salão ao lado da igreja da minha rua. Aquele dia prometia drama: véspera da COP 30, mala quase pronta para viagem… a correria era real! A rua? Um caos. Impossível achar vaga.

Olhei para o portão da igreja e pensei:
— Vai, Elaine, ninguém vai notar… é só rapidinho.

16h: estaciono o carro, confiante. Sinto-me uma ninja da logística urbana.

18h15: o cabeleireiro me olha e pergunta com aquela sobrancelha arqueada de julgamento:
— Cadê seu carro?
— Aqui ao lado, na igreja…
— Está fechado o portão.

Pânico. Total. 😱

Começo a suar frio, as mãos tremem. Meu carro estava preso… e eu, praticamente, também. Pensamentos passam rápido pela minha cabeça: “Será que alguém vai me salvar?” “E se eu tiver que dormir aqui?” “Será que posso vender meu carro como peça de exposição moderna?”

Lembro da Gracinda, minha amiga que conhece todos da igreja. Tento ligar. Nada. Tentei de novo. Nada. Tentei de novo… nada. Até o telefone parecia rir de mim.

Então, em um lampejo de desespero criativo, mando mensagem para a Samanta:
— “SAMANTA! Socorro! Abusa da sua mãe Gracinda! Carro preso, cabelo molhado, desespero total!”

Enquanto espero a salvação divina, minha mente cria soluções absurdas:
    •    Pular o portão? (E cair no estacionamento do padre?)
    •    Chamar bombeiro? (Será que vão rir de mim?)
    •    Pedir ao padre a chave mestra? (Ele me conhece… talvez não seja boa ideia…)

E então, milagrosamente, lá está Gracinda, toda nervosa, mas com aquele ar de super-heroína:
— O que aconteceu?
— Meu carro está preso no estacionamento da igreja!
— Calma… eu conheço o vigia.

Cinco telefonemas depois, o vigia chega. Eu corro para o portão, cabelo cheio de grampos escorregando na sandália, quase parecendo um flamingo desequilibrado. E finalmente, triunfante, consigo tirar meu carro.

Saí rindo, aliviada, com aquela sensação de: “Sobrevivi ao drama do estacionamento da igreja”. A Samanta? Saiu como a heroína do dia, enquanto eu prometia nunca mais subestimar a logística de portões fechados.

Lição do dia: Na vida, portas se fecham — às vezes literalmente, às vezes metaforicamente. Mas com amigos de confiança, criatividade e uma Samanta corajosa, sempre há um jeito de seguir em frente… e rir de si mesma no processo.

ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 07/11/2025


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