Elaine Castelo Branco

“Inspirar, servir e transformar — meu caminho, minha missão.”

Textos

🐧 O Pinguim Balado e a Cachorrinha Caramelo no Buffet do Pontal do Lago Sul 🐕✨

 

Era uma segunda-feira linda em Brasília, daquelas que parecem feitas sob medida pra uma boa história.

O céu azul sem nuvens refletia nas águas calmas do Lago Paranoá, e lá estavam eles: o Pinguim Balado — todo elegante, convidado especial de um congresso sobre “comportamento e etiqueta” — e sua fiel escudeira, a Cachorrinha Caramelo, uma explosão de energia, patas desajeitadas e alegria contagiante.

 

Antes do congresso, resolveram aproveitar o dia.

— Caramelo, hoje vamos explorar a cidade com estilo — disse o Pinguim, ajeitando o topete.

— Estilo eu tenho, equilíbrio é que às vezes me falta! — respondeu ela, tropeçando na guia da calçada e quase derrubando a garrafinha d’água dele.

 

Entre fotos, selfies tortas e risadas, posaram em frente à Catedral, à Ponte JK e ao Congresso Nacional.

O Pinguim fazia poses de galã; a Caramelo, claro, aparecia em todas as fotos — de língua de fora, orelhas ao vento e, às vezes, virada de costas.

 

Depois de tanto passeio, veio o inevitável: a fome.

Foi então que o destino brilhou diante deles — literalmente — com o letreiro reluzente:

“Restaurante Pontal – Lago Sul – Buffet à Vontade.”

 

— Caramelo… — disse o Pinguim, emocionado. — Este é o chamado da gastronomia!

— Então atende logo, antes que eu mastigue o ar! — respondeu ela, já correndo em direção à entrada e quase derrubando um vaso de plantas.

 

O garçom olhou desconfiado quando eles entraram.

— Mesa pra dois?

— Sim — respondeu o Pinguim, com elegância ensaiada. — Eu e minha assistente hiperativa. Ela prefere frango grelhado; eu… aceito todos os desafios.

 

E que buffet!

Peixes frescos, pastéis douradinhos, risotos variados, saladas coloridas, queijos finos, batatas fritas crocantes e carnes nobres no grelhado.

O aroma tomava conta do ambiente, e o Pinguim ficou encantado.

— Caramelo, isto não é um almoço… é uma experiência espiritual!

 

Ele começou devagar — ou pelo menos tentou.

Primeiro prato: um “modesto” mix de saladas com peixinho grelhado.

Segundo prato: risoto de camarão, pastel, farofa e umas batatinhas “pra equilibrar”.

Terceiro prato: picanha, queijo coalho, arroz e um suspiro de orgulho.

 

A Caramelo, por sua vez, pulava de um lado pro outro, curiosa com o barulho das panelas, quase esbarrando num garçom e derrubando um guardanapo inteiro no chão.

— Caramelo! — sussurrou o Pinguim, tentando manter a classe. — Isto é um restaurante refinado!

— Eu tô me refinando também! — respondeu ela, abanando o rabo e derrubando o copo de suco.

 

Quando o garçom ofereceu sobremesa, o Pinguim ergueu a asa com firmeza:

— Não, obrigado. Elegância se encerra com carne nobre, não com açúcar.

 

Mas a verdade é que ele já mal conseguia se levantar. Caminhou até a saída lentamente, barriga estufada e um ar de satisfação quase filosófico.

— Caramelo… se eu rir, eu espoco!

 

Ela, é claro, tropeçou no tapete e quase levou o cardápio junto, rindo tanto que nem conseguiu ajudar o amigo a se equilibrar.

 

Sentaram-se à beira do Lago Paranoá, olhando o sol refletir dourado na água.

— Balado — disse ela, ofegante —, acho que você comeu o cardápio inteiro.

— Não tudo — respondeu ele com dignidade. — Deixei o pastel pra próxima encarnação.

 

Os dois riram, cúmplices, enquanto o vento da tarde soprava leve, misturando o cheiro do lago com o das carnes grelhadas.

E assim, entre tropeços, risadas e uma barriga memorável, Brasília ganhou mais uma história inesquecível — a do Pinguim Balado e sua amiga que fazia da vida um espetáculo ambulante.

 

🐧🐕🌅

Fim — O dia em que o Pinguim quase virou boia e espocava!

 

⸻

 

🌼 Reflexão Final — por Elaine Castelo Branco

Às vezes, a vida é exatamente isso: um banquete de exageros, risadas e tropeços.

A gente tenta manter a elegância, mas o que realmente fica são os momentos em que deixamos o riso escapar, a bagunça acontecer e o coração se encher de alegria.

Porque, no fundo, viver é saborear — até quase espocar — tudo o que nos faz bem.

 

✨ Elaine Castelo Branco

ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 10/11/2025


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