

A Representação da Cor Laranja na Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Resumo Este trabalho apresenta uma análise sobre o significado da cor laranja como símbolo internacional de conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). São discutidos aspectos simbólicos, psicossociais e comunicacionais que justificam sua adoção, considerando atributos como energia, visibilidade, criatividade e acolhimento. O estudo destaca o papel do laranja na promoção da inclusão, na redução de estigmas e na ampliação do diálogo social sobre neurodiversidade.
Palavras-chave: TDAH; cor laranja; neurodiversidade; inclusão; simbolismo.
1 Introdução Campanhas de conscientização utilizam cores como ferramentas simbólicas para representar causas sociais, promover visibilidade e sensibilizar a população. No caso do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a cor escolhida para representar a causa é o laranja, uma tonalidade vibrante que remete a energia, movimento e expressividade.
A escolha dessa cor não ocorre de forma arbitrária: ela envolve fatores psicológicos, comunicacionais e socioculturais que dialogam diretamente com as características frequentemente atribuídas a indivíduos com TDAH. Este trabalho tem como objetivo analisar o significado da cor laranja nesse contexto, evidenciando seu papel na promoção da inclusão e no fortalecimento das ações de conscientização.
2 Desenvolvimento
2.1 Significado simbólico da cor laranja
O laranja é uma cor que resulta da combinação entre o vermelho e o amarelo, unindo intensidade e luminosidade. É reconhecida como uma cor expansiva, enérgica e estimulante. Do ponto de vista psicológico, o laranja é associado ao dinamismo, à criatividade, à vitalidade e à motivação – elementos que se relacionam com características presentes na experiência de pessoas com TDAH.
Sua tonalidade vibrante simboliza movimento e intensidade emocional, duas dimensões frequentemente presentes no cotidiano daqueles que convivem com o transtorno.
2.2 A cor laranja como elemento de visibilidade O TDAH é, muitas vezes, um transtorno marcado pela invisibilidade social. Suas características podem ser confundidas com comportamentos inadequados, falta de disciplina ou desinteresse, o que contribui para desinformação e estigmatização. Assim, o uso de uma cor de forte impacto visual torna-se uma estratégia comunicacional eficaz para chamar atenção e ampliar o debate.
O laranja se destaca facilmente em materiais gráficos e ambientes digitais, tornando-se um recurso para reforçar campanhas educativas e alertar a sociedade para a importância do diagnóstico precoce e do apoio adequado.
2.3 Dimensão afetiva e acolhedora do laranja
Além de sua força visual, o laranja é uma cor quente e acolhedora, frequentemente associada ao conforto, às relações humanas e à proximidade emocional. Ele transmite acessibilidade e convida à empatia, aspectos fundamentais quando se trata de compreender a neurodiversidade.
Nesse sentido, o laranja não apenas representa o TDAH, mas também simboliza um chamado ao respeito, ao cuidado e ao acolhimento de pessoas neurodivergentes.
2.4 Redução de estigmas e valorização da neurodiversidade
Ao adotar o laranja, campanhas internacionais colaboram para mudar a percepção social sobre o TDAH. Em vez de reforçar uma visão patologizante, a cor passa a destacar aspectos positivos, como criatividade, sensibilidade e dinamismo.
Essa mudança simbólica favorece a construção de narrativas mais inclusivas, contribuindo para a redução de estigmas e ampliando o reconhecimento da neurodiversidade como parte da pluralidade humana.
3 Conclusão
A escolha do laranja como cor representativa do TDAH baseia-se em uma combinação de fatores simbólicos, psicológicos e comunicacionais. A cor traduz movimento, energia e criatividade, ao mesmo tempo em que remete ao acolhimento e à empatia. Sua elevada visibilidade reforça campanhas de conscientização e possibilita maior diálogo social sobre o transtorno.
Assim, o laranja se consolida como um importante instrumento para promover inclusão, valorizar a neurodiversidade e combater estigmas, contribuindo para uma sociedade mais informada e sensível às diferenças cognitivas.
Referências
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Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 25/11/2025
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