Elaine Castelo Branco

“Inspirar, servir e transformar — meu caminho, minha missão.”

Textos

🌙 Onde as Estrelas Tocam a Alma

Crônica poética sobre um abraço que virou constelação

 

 

Naquela terça-feira, algo silencioso e grandioso aconteceu dentro de mim — desses instantes raros que chegam devagar, mas que permanecem para sempre.

 

Eu estava entre livros, abraços, olhares curiosos e aquela atmosfera vibrante que só um lançamento literário é capaz de criar.

 

A Menina das Estrelas finalmente ganhava o mundo, e eu tentava guardar em mim cada fragmento daquele instante.

Mas nada — absolutamente nada — me preparou para o gesto que viria.

 

Hanna Vitória, a jovem artista que ilustra a capa de A Menina das Estrelas e que vive o mundo pelo olhar sensível do TEA suporte 3, caminhou em minha direção com passos pequenos… e intensidade imensa.

 

Hanna é daquelas presenças que nos ensinam sem pronunciar uma palavra.

 

E então ela me abraçou.

 

Um abraço inteiro. Verdadeiro.

Um abraço que não pede licença — porque nasce na confiança.

 

E quando ela me envolveu — quente, firme, verdadeira — senti como se o universo inteiro respirasse comigo.

 

Quem convive ou ama alguém com TEA suporte 3 sabe: há gestos que são muito mais que gestos.

Há encontros que são mais que encontros.

Há abraços que são linguagem.

 

E aquele abraço foi isso:

✨ confiança que se revela sem explicação,

✨ entrega que nasce sem pressa,

✨ presença que não precisa de palavras,

✨ afeto na forma mais pura, limpa e luminosa.

 

Esse não é “apenas” um abraço.

É uma linguagem.

É um sim.

É um abrir de portas internas.

 

Por um instante, o mundo pareceu caber dentro daquele gesto.

E eu entendi — com a alma, não com a razão — que algumas luzes não vêm do céu.

Vêm das pessoas.

De algumas pessoas muito especiais.

 

Hanna me lembrou que as estrelas também abraçam.

Não com braços…

Mas com verdade.

 

E naquele minuto infinito, senti que A Menina das Estrelas tinha cumprido seu destino: tocar vidas, conectar mundos, iluminar diferenças, construir pontes onde antes havia silêncio.

 

Foi só um instante, eu sei.

Mas alguns instantes carregam eternidades.

 

Obrigada, minha querida Hanna, por acender uma estrela nova no meu céu.

 

Seu abraço foi poesia.

Foi cura.

Foi casa.

 

E eu — autora, mulher e alma — saí de lá mais inteira do que entrei.

 

Elaine Castelo Branco

Autora de A Menina das Estrelas

 

ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 29/11/2025


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