Elaine Castelo Branco

“Inspirar, servir e transformar — meu caminho, minha missão.”

Textos

A saga da sacola reutilizável

 

Eu queria apenas ir ao supermercado. Só isso. Uma missão simples, digna de alguém que já pagou boletos suficientes para se considerar adulta funcional. Mas aí lembrei da sacola reutilizável — aquela que comprei justamente para nunca mais esquecer.

 

Pois é. Esqueci.

 

Voltei para casa, peguei a bendita sacola, e dessa vez saí orgulhosa, como quem carrega um troféu de sustentabilidade. Cheguei ao caixa, coloquei minhas compras na esteira e… percebi que trouxe a sacola errada. Em vez da de supermercado, levei a de guardar sapatos. Pequena. Minúscula. Um chaveiro ambulante.

 

A atendente olhou para mim com aquele sorriso profissional que claramente dizia: “A senhora quer mesmo tentar enfiar esse pacote de arroz de 5 kg aí dentro?”.

 

E eu, comprometida com o meio ambiente — e com minha reputação, que já estava por um fio — disse que sim. A tentativa foi digna de um documentário da National Geographic: “Predadora tenta capturar presa maior do que sua capacidade biológica”.

 

O arroz não coube. O feijão também não. O macarrão até entrou, mas ficou com metade do corpo para fora, como quem grita socorro.

 

No fim, precisei comprar outra sacola. O que significa que agora tenho onze sacolas reutilizáveis em casa. Todas lindas.
Todas ecofriendly. Todas absolutamente inúteis porque… continuo esquecendo todas.

 

Mas aprendi uma lição valiosa: sustentabilidade é um caminho, não uma chegada. E no meu caso, é um caminho longo, cheio de curvas, retornos e várias sacolas que não servem para nada.

 

Pelo menos voltei para casa com as compras — e com mais uma história para rir. Porque se tem algo que nunca falta na minha vida, além de sacolas reutilizáveis, é material para crônica.

 

— Elaine Castelo Branco.

ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 02/12/2025


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