

Ética no Lions: Basta Conhecer ou É Preciso Praticar?
Ética no Lions: Basta Conhecer ou É Preciso Praticar?
CaL Elaine Castelo Branco Nogueira, PMJF Lions Clube Belém Nazareth Movida pelo instigante tema proposto pelo Presidente da APLIONS, PDG PMJF Francisco Maurício, senti o impulso de transformar reflexão em palavra — e palavra em compromisso. Este texto nasce exatamente dessa provocação oportuna: pensar a ética não como um conceito distante, mas como uma prática viva e presente em nosso cotidiano leonístico. Quando tive contato com o Código de Ética do Lions Clubs International, ainda no momento de minha posse, compreendi que não se tratava de um conjunto de palavras destinadas aos outros, mas de um chamado pessoal, silencioso e exigente. Um compromisso que ultrapassa a formalidade e passa a habitar a consciência. Para mim, a Ética Leonística se traduz na coerência entre o que professamos e o que vivemos. É agir com integridade mesmo na ausência de aplausos; é sustentar a verdade mesmo quando ela tem um custo; é escolher o bem comum acima dos interesses pessoais. Não basta saber o que é certo — é preciso fazer o que é certo, de forma contínua e consciente. Nesse sentido, conhecer o Código de Ética é apenas o primeiro passo. O verdadeiro significado está em aplicá-lo no cotidiano: nas pequenas atitudes, nas decisões difíceis e nas relações que construímos dentro e fora do movimento. A ética, no Leonismo, não pode ser circunstancial — ela precisa ser permanente. Ser ético no Leonismo, portanto, vai além de conhecer e respeitar princípios: é vivenciá-los de forma concreta em cada ação, decisão e relacionamento. É transformar valores em prática, palavras em atitudes e intenções em exemplos. Reconheço minha própria ética nos momentos em que escolho ouvir antes de julgar, servir antes de aparecer, não me calar diante do que é justo, mostrar serviço com dignidade, agir com justiça mesmo diante de pressões e manter o respeito mesmo nas divergências. A ética se manifesta no cotidiano — muitas vezes de forma silenciosa, mas sempre firme. Considero-me em constante construção ética. Não por busca de perfeição, mas por consciência. Porque ser ético não é um estado pronto, e sim um exercício diário de vigilância interior, humildade e compromisso com os valores que abraçamos. Por outro lado, destoam da ética leonística atitudes marcadas pela vaidade excessiva, pela priorização de interesses pessoais sobre o coletivo, pelo desrespeito entre companheiros, por manipulações, omissões convenientes, falta de transparência e ataques pessoais. Tudo aquilo que fere a essência do servir com dignidade e honra não encontra espaço em um verdadeiro Leão. Que possamos, portanto, mais do que conhecer a ética, vivê-la. Mais do que defendê-la, praticá-la. E mais do que cobrá-la dos outros, incorporá-la em nós. Porque, no fim, a ética não é discurso — é espelho.
ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 04/05/2026
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