

Quando Luna Encontrou Chico
Quando Luna Encontrou Chico
Cordel em homenagem a Francisco Pinto Mendes Ainda era fim de julho, Quarta-feira a clarear. Antes mesmo que a grande Feira Começasse a despertar, Deus uniu dois caminhantes Que a escrita fez juntar. Sem alarde ou cerimônia, Sem pomposa recepção, Foi por meio do WhatsApp Que nasceu a conexão. Às vezes Deus muda a vida Com simples saudação. Elaine trazia consigo Um bonito ideal. Levar seu livro aos leitores Era um sonho especial. No Ponto do Autor da Secult Já tinha lugar oficial. Mas havia outro desejo Guardado com devoção: Também estar no estande Da bonita reunião Das escritoras e escritores Da literatura do Pará. Soube então que Chico unia, Com carinho e dedicação, Escritoras e escritores Na mesma celebração. Foi por isso que lhe escreveu, Movida pela inspiração. Na conversa apresentou A capa da criação. Era A Menina das Estrelas, Feita com dedicação. Um convite à sensibilidade, À beleza e à inclusão. Chico fitou aquela capa Com demorado olhar. Não viu somente um desenho, Viu a arte respirar. E falou, maravilhado: — Isso é uma obra de arte! Quem foi que a fez criar? Elaine respondeu Com sincera gratidão: — Foi Hanna Vitória, Chico, Autora da ilustração. Com talento e sensibilidade, Deu vida à imaginação. Chico sorriu novamente, Encantado com o primor. Quem conhece a verdadeira arte Logo reconhece o valor. Antes mesmo de ler o livro, Nasceu profundo respeito. A conversa foi seguindo Com leveza e afeição. Sem que qualquer dos dois Imaginasse a dimensão. Deus já tecia em silêncio Os fios daquela união. Foi então que a escritora Sentiu forte inspiração. Tomou logo papel e pena, Escutando o coração. E transformou em cordel Toda aquela emoção. Verso a verso foi tecendo Cada rima com fervor, Misturando gratidão, Esperança, fé e amor. Pois a boa poesia Sempre floresce em valor. Quando os versos terminaram, Sem fazer divulgação, Ela os mandou pelo WhatsApp, Movida pela emoção. Era um gesto de carinho, Feito de coração. Chico leu cada sextilha Com calma e admiração. Chegando ao último verso, Sorriu de satisfação. E mandou uma mensagem Cheia de emoção: — Onde foi que tu te escondeste, Que eu ainda não fui te encontrar? Nasceu uma cordelista Que veio para encantar! Mas não ficou só no elogio, Nem foi mera inspiração. Quem tem grandeza na alma Transforma afeto em ação. Chico logo abriu caminhos Com sincera dedicação. Sem que Elaine lhe pedisse Qualquer colaboração, Escreveu, cheio de entusiasmo, Com alegre disposição: — Vou já providenciar O ISBN da edição. Teu cordel merece vida Em forma de publicação. Elaine leu cada palavra Com sincera gratidão. Nem todo incentivo nasce De antiga aproximação. Há pessoas que Deus envia Para fortalecer a missão. Naquele simples instante, Muito mais que uma edição, Chico acolheu um talento Com generosa afeição. Quem estende a mão ao outro Também escreve o coração. A Feira ainda espera O dia de acontecer. Mas a amizade entre os dois Já começou a florescer. Há encontros preparados Muito antes de se ver. No Ponto do Autor da Secult Elaine já tem seu lugar. E espera, com esperança, Também Chico encontrar. Para, enfim, agradecer-lhe Num abraço e no olhar. Quando a Feira abrir as portas E o público ali chegar, Entre livros e sorrisos Muita história há de brotar. Pois amizades verdadeiras Também sabem florescer. Se alguém perguntar um dia Como tudo começou, Digam que foi uma capa Que dois caminhos ligou. Depois vieram os versos, E Deus os abençoou. Assim termina esta história, Escrita com gratidão. Elaine encontrou um amigo, Chico estendeu-lhe a mão. Porque quem semeia escritores Colhe eterna inspiração. Francisco Pinto Mendes, Guarde esta recordação: Mais que poeta e escritor, És farol nesta missão. Quem ajuda outros autores Nunca escreve em vão. Que Deus conserve teus passos, Teu talento e teu labor. E que a literatura Siga espalhando amor. Pois quem incentiva sonhos Também é seu coautor.
ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 25/07/2026
Alterado em 26/07/2026 Comentários
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