

A GEOGRAFIA DO INVISÍVEL Existe um lugar dentro da gente que nenhum mapa desenhou, onde a saudade planta sementes e o tempo nunca as arrancou. Ali repousam os abraços que os anos não devolveram, os sonhos que mudaram de nome e os amores que não morreram. Há caminhos sem pegadas, há partidas sem despedida, há palavras aprisionadas nas margens da própria vida. E eu, que percorri tantas estradas, descobri, ao me perder, que as distâncias mais profundas não se medem com os pés. Pois há oceanos entre dois corpos que se encontram todo dia, e há corações que se reconhecem sem pronunciar uma única poesia. Talvez a alma seja isso: um território sem fronteira, onde até a dor encontra abrigo e a esperança não tem porteira. Elaine Castelo Branco - Belém-Pará- Brasil 🇧🇷 ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 24/10/2026
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