

QUANDO A PEDRA FLORESCE Não foi o sol que me ensinou a resistir à ventania; foi a noite que atravessou meu silêncio e minha agonia. Não foi o chão macio que me ensinou a caminhar; foi o abismo, frio e vazio, que me obrigou a me encontrar. Há flores que nascem nos muros, há jardins no improvável, há quem transforme os dias duros em alguma coisa admirável. A pedra não escolhe a chuva, nem a raiz escolhe o chão; mas existe uma força muda que desafia a negação. E se a vida me fechar caminhos, se me negar o que pedi, farei do pó novos destinos, farei do fim um novo início. Porque aprendi com a natureza, sem testemunhas ou louvor: há uma estranha delicadeza na coragem de uma flor. E quando perguntarem um dia como sobrevivi à dor, direi que a minha rebeldia foi continuar a florescer. Elaine Castelo Branco - Belém-Pará- Brasil ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO
Enviado por ELAINE CARVALHO CASTELO BRANCO em 24/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|